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To-do list: done!

por A Mãe (In)Consciente, em 20.07.14
Quando comecei a pensar que tinha de ser mais organizada, que tinha de tomar as rédeas do comando da minha vida, comecei a investigar sobre sistemas de organização, tais como o Get-to-Done (GTD), o Zen-to-Done (ZTD) e o Live Journal.
Nenhum deles me serviu, confesso. O problema não é dos sistemas ou meu: simplesmente não tenho assim tantas tarefas diárias que precise de uma agenda para me organizar.
O meu problema era uma lista de tarefas a médio-prazo. O que estes sistemas têm em comum são as listas de tarefas. Quando me comecei a organizar descobri que havia muitas coisas que eu andava a deixar para trás, tarefas de médio prazo, tais como me desinscrever do sindicato, verificar o meu tempo de serviço, organizar as pens-drives... De início a lista cresceu muito, e cheguei mesmo a sentir-me ansiosa com esta lista.
A determinada altura entendi que não necessitava dos sistemas de organização, que, dado o meu ritmo de vida só me estavam a atrapalhar. O que eu precisava era de um caderno criativo, onde poderia ter calendários mensais para marcar alguns eventos (por exemplo, jantar com os antigos colegas ou a inspecção do carro), onde poderia escrever apontamentos, ideias, poemas que me vêm à cabeça, escrever um artigo, um excerto de um texto quando não esteja perto do computador. - E ora aqui estão assuntos que ainda hei-de falar melhor: o caderno criativo e o afastamento gradual do computador.
Mas uma coisa eu nunca abandonei: a lista de tarefas.
 Tive de afastar a ansiedade, e só aí comecei a conseguir fazer essas as tarefas. E agora, de repente, tenho-as quase todas feitas, e sinto um grande alívio.
Eram coisas que não eram urgentes, por isso não eram feitas. Mas precisava que elas estivessem feitas para que continuasse a caminhar. Eram coisas que, por fazer, me estavam a atrapalhar.
Se não as estivesse esquematizado numa lista, talvez ainda não as tivesse feito. E de vez em quando, quando confrontada com elas, ir-me-ia sentir mal.

 

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publicado às 09:49