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Roda do Ano - 2015

por A Mãe (In)Consciente, em 02.01.15

A festividade mais parva que conheço é, sem dúvida, a Passagem de Ano. É uma festividade civil, e como civil é baseada em algo criado pelo homem: o calendário. Claro que, dada a época do ano de Solstício de Inverno, é normal que algo de místico e natural passe para a festividade. É por isso que a Passagem do Ano tem algo de Natal.

 

Não sejamos radicais. Li há dias sobre a ligação entre a Passagem do Ano e o regime Neo-Esclavagista do Neo-Capitalismo. Ok, é uma boa perspectiva. Mas nós também devemos saber usar as coisas a nosso favor. E usar a Passagem do Ano a nosso favor é usar esse sentimento de início de novo ciclo para tomar resoluções que fazem de nós melhores pessoas.

 

Andei desaparecida, nada de especial. Durante mês e meio tive 2 empregos. Coisa contra-natura do minimalismo. Mas era provisório, e não o aceitei por dinheiro (apesar de ter sido um bom valor), mas por outras razões: continuar com boas relações com a instituição em causa, que já foi minha empregadora; valorizar o meu currículo. Afinal não sabemos o futuro, e a actividade em si era independente, e faria de mim independente se fosse possível fazê-la a tempo inteiro.

 

O futuro não deve ser visto com ansiedade, mas também se constrói. Por vezes há oportunidades de hoje que podem vir a ser úteis amanhã. Aceitá-las dependerá da ponderação das variantes. Neste caso foi sim.

 

E que 2015 seja um ano bom, em especial daquilo que depender de mim.

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publicado às 14:18


Como me organizo?

por A Mãe (In)Consciente, em 05.11.14

Há algum tempo que vos estava para falar nisso... Mas eu estou sempre a mudar o meu método de organização! Já experimentei GTD, ZTD, Bullet Journal...

A verdade é que, e tal como digo aquinão tenho assim tantas tarefas diárias que precise de uma agenda para me organizar.

 

Seja como for ando sempre a fazer listas. E, naquele posto ali de cima, tinha dado conta das listas - mas agora fiz mais listas! :D

 

Há pouco tempo encontrei um posto no blog Busy Woman and the Stripy Cat que nos fala de um método de organização por post-it's. Neste momento acho que é mesmo isto que estou a precisar, mas apliquei de outro modo, através do google keep (que se torna mais fácil agora que tenho tablet). Como estas listas/ tarefas não são coisas diárias, simplesmente de vez em quando olho para elas.

 

Quanto a calendários, uso o google calendar, com algumas marcações que se repetem ao longo do tempo: aniversários, feiras, dias comemorativos, deadlines de coisas para entregar. Se tenho alguma coisa marcada em especial, uma consulta, um encontro, vai para ali.

 

Uso também o evernote, mas como bloco de notas a longo prazo: coloco por ali coisas que não vou precisar de um momento para o outro, que talvez um dia lhe vá dar uma olhadela (como por exemplo uma impressionante colecção de mapas da Europa do tempo da era glaciar...)

 

 

Antes, tirando o que tenho no evernote, ia tudo para um caderno ARC (da Staples). Tinha os seguintes separadores: calendário, notas rápidas, outras notas, blog, coisas que escrevo.

As outras notas, vão para o google keep ou evernote, conforme o tema/tamanho. Se for uma nota mais criativa continua no caderno. As coisas do blog também estão no caderno, e bem... com coisas que escrevo tenho já cheios uns 2/3 ARC's... porque depois passo a limpo, imprimo e volto a colocar ali enquanto revejo.

Há ainda um dossiers tamanho A5, que nunca sai de casa, com outro tipo de informações: moradas, passwords, apontamentos do blog mais antigos, apontamentos sobre produtos e coisas assim mais generalistas.

 

 

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publicado às 14:28


Cuidado com o forno!

por A Mãe (In)Consciente, em 01.09.14

É preciso ter muito cuidado com o forno.

Não guardar nada dentro do forno porque quando o ligamos para cozinhar qualquer coisa, podemos esquecer essa coisa lá dentro e provocar um incêndio.

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publicado às 10:25


A mesa

por A Mãe (In)Consciente, em 21.07.14

 

Afinal sempre ganhei a mesa.
Assim, de forma inesperada, ontem ao final da tarde.
O fim-de-semana tinha sido cansativo. Tinha-me dado uma abelhice de limpezas mais profundas, sem que ele me pudesse ajudar (tinha um compromisso). A isso ainda acrescentei uma maravilhosa caminhada campestre.
A mesa lá foi para casa. Mas a entrada da mesa implicava mudanças.
Comemos uns caracóis para descontrair antes do trabalho. Já estava a ver que não conseguia ir fazer jantar.
No lugar da mesa estava uma secretária. A secretária era para ir para um quarto. Tivemos de desmanchar uma estante de livros, mas depois a secretária não entrava no quarto. Nem de lado, nem com a porta tirada, nem com a secretária desmontada.
Tivemos que fazer resete. Voltar a montar a estante a colocar os livros.
Arrumámos a sala de outro modo. Colocamos a secretária junto a uma janela. Sempre deu para lhe colocarmos a impressora em cima, que estava dentro de uma prateleira e que era preciso estar sempre a por e a tirar sempre que precisava de usar.
A mesa ficou ao lado da secretária, e imaginem, não ficou mal!
Aproveitamos e destralhámos coisas da estante atrás da mesa. Ficámos com 2 prateleiras livres, mas não podemos esquecer que numa delas estava a impressora.
Depois das férias vou comprar cadeiras, e devolver ao dono as que tenho lá em casa.
À noite não conseguia dormir, tantas eram as dores nas costas e no externo. Mas estava feliz.

 

 

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publicado às 12:57


To-do list: done!

por A Mãe (In)Consciente, em 20.07.14
Quando comecei a pensar que tinha de ser mais organizada, que tinha de tomar as rédeas do comando da minha vida, comecei a investigar sobre sistemas de organização, tais como o Get-to-Done (GTD), o Zen-to-Done (ZTD) e o Live Journal.
Nenhum deles me serviu, confesso. O problema não é dos sistemas ou meu: simplesmente não tenho assim tantas tarefas diárias que precise de uma agenda para me organizar.
O meu problema era uma lista de tarefas a médio-prazo. O que estes sistemas têm em comum são as listas de tarefas. Quando me comecei a organizar descobri que havia muitas coisas que eu andava a deixar para trás, tarefas de médio prazo, tais como me desinscrever do sindicato, verificar o meu tempo de serviço, organizar as pens-drives... De início a lista cresceu muito, e cheguei mesmo a sentir-me ansiosa com esta lista.
A determinada altura entendi que não necessitava dos sistemas de organização, que, dado o meu ritmo de vida só me estavam a atrapalhar. O que eu precisava era de um caderno criativo, onde poderia ter calendários mensais para marcar alguns eventos (por exemplo, jantar com os antigos colegas ou a inspecção do carro), onde poderia escrever apontamentos, ideias, poemas que me vêm à cabeça, escrever um artigo, um excerto de um texto quando não esteja perto do computador. - E ora aqui estão assuntos que ainda hei-de falar melhor: o caderno criativo e o afastamento gradual do computador.
Mas uma coisa eu nunca abandonei: a lista de tarefas.
 Tive de afastar a ansiedade, e só aí comecei a conseguir fazer essas as tarefas. E agora, de repente, tenho-as quase todas feitas, e sinto um grande alívio.
Eram coisas que não eram urgentes, por isso não eram feitas. Mas precisava que elas estivessem feitas para que continuasse a caminhar. Eram coisas que, por fazer, me estavam a atrapalhar.
Se não as estivesse esquematizado numa lista, talvez ainda não as tivesse feito. E de vez em quando, quando confrontada com elas, ir-me-ia sentir mal.

 

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publicado às 09:49