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O que trouxe das férias?

por A Mãe (In)Consciente, em 26.08.14

 

Nem todos os anos costumo viajar para o estrangeiro. Não vale a pena estar com demagogias. Simplesmente não dá.
Este ano consegui. Com muita disciplina juntei dinheiro e fui. Mas nem sempre é possível ter essa disciplina. Ou porque nesse ano precisámos de mais cuidados médicos que o habitual, ou precisámos de fazer obras em casa... tanta coisa!
E que trouxe eu desta viagem?
- Poucos bens materiais, para já. E isto considerando compotas e vinhos caseiros oferecidos por amigos! Vá, comprei meia dúzia de pins para o frigorífico, uns chocolates e ponto final. É raro encontrar alguma coisa no estrangeiro que não haja por cá. Os bens estão estandardizados, talvez demasiado estandardizados.
- Há coisas que devíamos aprender com os estrangeiros mas também há coisas que eles deviam aprender connosco.
- Detesto estar em filas para visitar museus.
As coisas são mais bonitas quando não está a chover.

 

- Saudades de bicas. Mas ainda não bebi nenhuma desde que voltei.

 

- Há muito trânsito de camiões, o que é sinal que há trocas comerciais, que se produz, que a economia mexe.
- O espaço público é impecável: não vemos lixo nas ruas, à beira das estradas, há parques lindíssimos. Mas o privado deixa muito a desejar: senti saudades dos nosso wc públicos.
- Na Holanda a publicidade é praticamente inexistente, em especial fora dos meios urbanos. Fui visitar os diques e percorri a província Zeeland sem ver anúncios. Senti descanço.
- Contudo, na Holanda tiram dividendos turísticos a partir do que mais baixo há no ser humano. As drogas e a prostutuição são legais, e que as consome são os turistas. Mas foi a prostituição, a exibição de mulheres em montras que mais me incomodou. Já sabia que era assim, mas ver é sempre diferente.
- Quando já perdeste as contas às vezes que tiveste em Paris a cidade perde o seu encanto. Desta vez senti falta do cosmopolitismo que encontrei das outras vezes. Havia demasiados turistas, vi a Mona Lisa pelo canto do olho. E nada de mulheres elegantes e estravagantes na rua.
- As mulheres não cobrem a cabeça quando são inesperadamente apanhadas pela chuva ou pelo vento, para evitarem ser confundidas com muçulmanas. Também raramente encontrei mulheres com cardigans vestidos, pois também é costume serem as muçulmanas a usarem-nos.
- É sempre bom, inspirador e reconfortante conhecer lugares novos.
- Andorra é muito bonito, pena que seja tão comercial.
- Notas para viagens futuras: Madrid e Zaragoza
- Quanto mais vemos mais queremos ver!
- Voltei sem paciência nenhuma para mesquinhices. Vou levar umas semanas até voltar a ficar imune.

 

 

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publicado às 17:19